Santa Joana d'Arc

Santa Joana d'Arc


A Donzela de Orléans · 1412 – 1431
Padroeira da França · Canonizada em 1920

Eu tinha treze anos quando recebi uma voz de Deus para me ajudar a me governar. A primeira vez fiquei muito assustada. Esta voz veio ao meio-dia, no verão, no jardim de meu pai. — Joana d'Arc · Processo de Condenação
6 Jan 1412

Nascimento em Domrémy

Joana nasce em Domrémy-la-Pucelle, na região da Lorena, filha de Jacques d'Arc e Isabelle Romée. Uma família camponesa simples, profundamente religiosa. A França vivia sob a sombra da Guerra dos Cem Anos.

1424 — 12 anos

As Primeiras Vozes

No jardim de seu pai, Joana ouve pela primeira vez uma voz acompanhada de grande luz. Com o tempo, identifica as vozes como São Miguel Arcanjo, Santa Catarina de Alexandria e Santa Margarida de Antioquia.

1428 — 16 anos

A Missão Torna-se Urgente

As vozes tornam-se mais insistentes. Joana tenta ser recebida pelo capitão Robert de Baudricourt, em Vaucouleurs. É rejeitada duas vezes, mas sua determinação é inabalável.

Santa Joana d'Arc — perfil guerreira
Em nome de Deus, os homens de armas combaterão e Deus dará a vitória. — Joana d'Arc · Antes da batalha de Orléans
Fev 1429 — 17 anos

Partida para Chinon

Joana viaja onze dias à noite, cruzando território inimigo, para chegar ao castelo de Chinon. Veste roupa masculina por segurança — hábito que mantém durante toda a campanha.

Mar 1429

O Reconhecimento do Delfim

Carlos VII testa Joana disfarçando-se entre seus cortesãos. Ela o reconhece imediatamente e revela um segredo que somente Deus poderia saber. Teólogos a examinam por três semanas e a declaram ortodoxa.

29 Abr 1429

Chegada a Orléans

Joana entra na cidade sitiada, aclamada como libertadora. O cerco de Orléans, que durava meses, é rompido em apenas 9 dias.

Jun 1429

A Campanha do Loire

Joana lidera vitórias em Jargeau, Meung-sur-Loire, Beaugency e na decisiva batalha de Patay, onde os ingleses são esmagados.

17 Jul 1429

A Sagração de Carlos VII em Reims

Joana está ao lado do rei durante sua sagração na Catedral de Reims. Com lágrimas nos olhos, abraça seus joelhos: "Nobre Rei, agora se cumpriu o prazer de Deus."

Vós dizeis que sois meu juiz. Pensai bem no que fazeis, porque em verdade sou enviada por Deus e vós vos colocais em grande perigo. — Joana d'Arc · Ao bispo Cauchon · 1431
Mai 1430

A Captura em Compiègne

Joana é capturada pelos borgonheses numa emboscada. Os borgonheses a vendem aos ingleses por dez mil libras tournois.

Jan–Mai 1431

O Processo de Condenação

Presa em Ruão, Joana enfrenta um tribunal presidido pelo bispo Pierre Cauchon, pago pelos ingleses. São 65 artigos de acusação. Joana, sem advogado, responde com lucidez e coragem impressionantes.

30 Mai 1431

A Fogueira de Ruão

Com 19 anos, Joana é queimada viva na Praça do Mercado Velho de Ruão. Pede um crucifixo. Chama o nome de Jesus até o fim. O carrasco declara depois: "Queimei uma santa."

7 Jul 1456

Reabilitação Póstuma

25 anos depois, um novo processo papal anula a condenação. O julgamento é declarado nulo, fruto de ódio e interesse político.

16 Mai 1920

Canonização por Bento XV

489 anos após sua morte, Joana d'Arc é canonizada. Padroeira da França, celebrada em 30 de maio.

Santa Joana d'Arc em oração
Sobre Deus e a fé, se eu soubesse que estava em pecado mortal, eu choraria amargamente. Mas se eu estivesse em pecado mortal, as vozes não viriam a mim. — Joana d'Arc · Processo de Condenação

✦ A Fé de Joana

Joana era profundamente devota. Confessava-se frequentemente, ouvia missa diariamente quando possível, e rezava o Rosário. Sua fé não era doutrina abstrata — era diálogo vivo com Deus.

✦ Devoção Mariana

Maria ocupava lugar central na espiritualidade de Joana. Seu estandarte trazia os nomes de Jesus e Maria. Ela via em Maria o modelo da obediência total à vontade de Deus.

✦ Coragem como Virtude

A coragem de Joana não era ausência de medo — ela sentia medo, mas agia mesmo assim. Esta é a verdadeira fortitudo: agir pelo bem mesmo quando tudo apavoraria qualquer ser humano.

✦ Lição para Hoje

Em tempos de incerteza, Joana nos ensina que Deus chama pessoas comuns para missões extraordinárias. Nossa santidade não depende de nossa posição social, mas da nossa entrega.